OS MEUS 45QUINHOS...

Foram a 37.ooo pés de altitude a bordo de um A319 da TAP!
Meia-noite e quinze minutos, hora GMT e hora oficial do meu nascimento.














































Acompanhado de alguns amigos e colegas de profissão.




















Já em terra, aproveitando os prazeres que a vida e a nossa profissão nos proporcionam.





















Obrigado Zé Afonso, Jair, Tó Barbosa, Toy, Manel e Tito por fazerem desde dia algo diferente.

Ó MORE!!!!



Vem aí o dia dos namorados, coisa que para mim faz-me lembrar (entre outras coisas) uma amiga que faz anos no dia 14.

Vinha agora a caminho de casa e vinha a pensar: a palavra AMOR é abusivamente utilizada, violentamente alterada o que faz perder toda a sua graça...

Senão vejamos:

Ela para ele: "Olha o que eu comprei para ti, more."

Ele faz-lhe uma brincadeira e ela: "Ó more!!!"

Ele quebra um copo na cozinha e ela lá de dentro: "Que 'fizestes', more?"

Estão os dois nos namoricos e ela com voz de mulher fatal: "Tão bom, more".

Inclusivé, o nome fica eternamente substituído em alguns casos. More para cá, more para lá, no supermercado: "Apanhas uns congelados para mim, more?" E ele: "Claro more. O que eu não faço por ti, more?"

Quando se troca de parceiro, não se correm riscos. Seja Pedro, António ou "Manel", passa a ser "more"...

"Ai more!!!"

"O que é more?"

"É bom, more..."

Pela lógica das coisas, devia-se usar o mesmo em situações inversas, menos amorosas, numa troca de argumentos, por exemplo.

"Julgas-me parvo ó quê more?"

"More, já te disse que as coisas não são como tu pensas..."

Qual quê! Nestas alturas esquece-se o "more" e lembra-se subitamente do nome prórpio.

"JÁ TE DISSE QUE NÃO, PAULO RENATO!"

*

Viver

RENATO FIGUEIREDO



Foto: Renato e sua amiga Bela


















06 de Fevereiro 1936
Faria 73 anos hoje.


Partiste prá terra distante
Deixaste comigo a saudade
Seguiste aquela chamada
Que o coração decidiu

Eu vi em ti mais que um amigo
Que me escutava e compreendia
Mas numa noite, estando contigo
Percebi que te perdia

Tentei esquecer tudo o que passou
Mas a saudade comigo ficou
A vida assim não tem sentido
Quem me dera ter-te comigo

Agora eu sou a dor vadia
O esforço infinito
A tristeza de um lamento
A vida rejeitada

A frustração de um louco
O pesadelo
A própria loucura
A Pena Capital

Paló
Poema dedicado a Renato Figueiredo

O CHAMADO GALO NÍTIDO


Dia: 2 de Fevereiro de 2009

Hora: 17:00h

Saio de casa para ir a Alcântara receber uns dias de trabalho, conforme o combinado entre mim e o gerente da casa onde trabalhei, para depois levar o carro à oficina para trocar as chapas de matrícula.

Sigo pela A5 e por volta das 17:20... espatifei o carro contra o rail de protecção! De repente, vejo-me envolvido no meu segundo acidente em 26 anos de carta.

Assistência em viagem, Brigada de Trânsito, Brisa, até Bombeiros de Campo de Ourique (que ninguém chamou entretanto).

Às 17:29h recebo um SMS do gerente a dizer-me que encontrava-se indisposto e por isso mesmo não tinha ido trabalhar, pelo que não valia a pena eu ir ao encontro dele...


Pois, pois...

Neste ponto, telefonei ao mecânico a dizer-lhe que em vez de lhe levar o carro para trocar as chapas de matrícula, ia levar-lho para vender à sucata.

Galo nítido.

A coisa boa no meio disto tudo: pela primeira vez na vida, soprei o "bafómetro", mas àquela hora o meu bafo devia estar numa de bica com donuts...

*