FRANCAMENTE, SR. PRESIDENTE!!!

"Estamos sem luz desde 8h da manha. Oxala venha a tempo para eu participar. "

"A luz foi se há +/-15 minutos. Q faço com o computador?"

"Aqui andando, cheio de calor e sem luz há 3 dias..."

Estes são extractos de mensagens que recebi ultimamente da Cidade da Praia, Cabo Verde, no meu telemóvel.


Esta é uma fotografia tirada na Cidade da Praia no dia 27 de Abril de 2008, na Avenida Cidade de Lisboa. Ao fundo vislumbra-se restos do que foi "a árvore de Natal mais alta de África (isto segundo o Sr. Presidente da Câmara da Praia)", que continua iluminada durante as noites dessa Capital, agora como um símbolo dos 150 anos da Cidade...

Ahh política...

SONCENT NA TEMP DE CANEQUINHA

O meu mais recente Amigo Emerson Roberto enviou-me, sem eu ter pedido, algo que para mim é uma relíquia! Fotos de São Vicente de mil novecentos e vovô!!! OBRIGADO EMERSON.

Não resisti a publicá-las aqui, com as respectivas legendas nas que me foi possível identificar. Se entretanto alguém reconhecer uma foto não legendada, ou souber quem é o autor das mesmas, faça o favor de deixar um post nos comments. Obrigado desde já.

Penso que, segundo o que tenho lido e visto, os autores tem sido gente daquele tempo ou fotografias de filhos da gente daquele tempo que são dadas ao . Ele juntou um acervo magnifico. Há os anónimos tb e os fotografos de respeito e de nome da altura. Gato Esteves.


Foto1: Rua da Praia d'Bote.

Foto2: Obras numa rua de Mindelo (quer-me parecer a rua da fábrica de tabacos).
A foto 2 é a rua que passa pela praça e vai desembocar no antigo quartel, lá em cima, hoje instalações da rtc. Até dá para ver o edificio onde foi o telegrafo e é hoje a cvtelecom (continuação da rua na foto 11).
Gato Esteves

Foto3: Escala em São Vicente dos pilotos Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Foto4: A Rua da Praia d'Bote vista do mar.

Foto5: Vista parcial da Baía do Porto Grande

Foto6: Alguém faz ideia?

foto7: Um dirigível sobrevoando a baía do Porto Grande. Seria o Zeppelin?
O Zeppelin passou em SV e na Praia. Era a rota seguida quando ia à America do Sul. (...)
Gato Esteves

Foto8: O Navio a Motor MAURETANIA

Foto9: Actividade piscatória na Baía do Porto Grande.

Foto10: A chegada de um bote a vela.

Foto11: Um acidente na esquina da Praça Nova.

Foto12: O aeródromo da Baía das Gatas.

Foto13: Cais d'Alfândega.

Foto14: Um bote a atracar.

Foto15: Movimentação no Cais d'Alfândega.

Foto16: O edifício da Câmara.

Foto17: O edifício da Capitania.

Foto18: A esquina da Casa do Leão na Pracinha d'Igreja.

Foto19: A construção do Cais Acostável do Mindelo.

Foto20: Escola Primária (popularmente chamada de Cortiço).

Foto21: Esplanada João Ribeiro (alguém sabe onde ficava?).
Foto 21 Ponta João Ribeiro - há uns poucos anos ainda restava alguma coisa do que se vê na foto.. Para lá chegar ou se sobe pela encosta ingreme que sai ao pé dos estaleiros da Cabnave ou apanhando o caminho que sai ao pé da Electra (Laginha - Chã de Alecrin), não desviar pelo Atelier Mar e ir sempre em frente até à ponta de joão Ribeiro. Vale a pena a vista.
Gato Esteves


Foto22: Estaleiros Puntinha (onde era isso?).

Foto23: O Hotel Porto Grande.

Foto24: Vista parcial da Avenida Marginal, vendo-se ao fundo o edifício onde hoje funciona a Rádio Nacional (RTC).

Foto25: O Liceu Novo (alguém se lembra como se chamava este Liceu?).

Foto26: O Palácio do Governador situado no cimo da Rua de Lisboa.

Foto27: "Poss" - O pássaro situado na Avenida Marginal.

Foto28: Vista Norte da Praça Nove vislumbrando-se o Coreto.

Foto29: Vista Sul da Praça Nova vendo-se o Quiosque hoje gerido pela fantástica TOYA.

Foto30: Quintalona (onde hoje é o Mindel Hotel).

Foto31: Trânsito intenso na Rua d'Côco

Foto32: As piscinas da Matiota.

Foto33: Vista da praia da Laginha quando areia era preta e escassa.

Foto34: Vista da Praia da Matiota (hoje estaleiros navais).



MENTALIDADES

Há coisas que me revoltam. Revoltam-me mas deixo passar porque já tenho muitos problemas na vida para resolver e não vou ganhar nada em queimar os neurónios a pensar nessas coisas.

Mas há outras que, mesmo que queira não consigo pôr de lado. Daí este meu desabafo.

Li no Asemana On-line que “um chefe máximo do pessoal mínimo” da aeronáutica civil de São Tomé e Príncipe deu ordens por via telefónica para abortar a descolagem de um avião da TAAG que já rolava na pista única e exclusivamente porque ele, o chefe, estava atrasado e tinha que apanhar esse voo que tinha como destino o aeroporto de Luanda.

Como consequência da travagem de emergência necessária para abortar a descolagem, o avião teve que ficar em terra para verificação e os passageiros (mais o chefe à mistura) só chegaram ao destino 21h depois de saírem do aeroporto de partida que neste caso foi o da ilha do Sal, em Cabo Verde, neste voo que fazia escala em São Tomé. (Calculo que o “expediente” que o chefe máximo ia fazer em Luanda tenha ido prás cucuias…)

Desculpem o desabafo, mas há coisas que SÓ acontecem EM África.

Que raio de mentalidade é essa desse “chefe” que acha que tem o direito de mandar abortar uma descolagem de um avião estrangeiro, para seu proveito próprio?

Que espécie de controlador aéreo é esse que, porque recebeu essa ordem, executa-a, sem ver que é algo que NÃO PODE acontecer, uma vez que:

Em primeiro lugar, não havia motivo sustentável para abortar uma descolagem (algo que pusesse em risco a integridade física do avião e seus ocupantes);

Em segundo lugar este controlador não tem dois dedos de testa para saber que um alto funcionário da aeronáutica NÃO TEM PODERES para realizar tal acto?

Para quando o erradicar da mentalidade do quero-posso-e-mando dos chefes africanos e da mesma forma a mentalidade de obediência cega e inconsequente dos subordinados dos chefes africanos?

Transcrevi há dias para este blog um PPS que me foi enviado com um extracto de um discurso de Mia Couto onde a página tantas ele dizia que para entrar na modernidade temos que nos despir de preconceitos, tendo ele citado sete destes preconceitos, intitulando-os de “sapatos sujos”.

O oitavo sapato sujo poderia ser muito naturalmente a ideia que “chefe é chefe até em cuecas”, ou “quero-posso-e-mando” ou ainda “quem manda aqui sou eu”…

Sinceramente meus amigos, já é tempo de dizer um BASTA e sermos mais civilizados e inteligentes.

Um amigo meu, sobre este assunto comentou: “Porra pá, cabeça de gent burro ê um cosa a estudar!!!”

Concordo plenamente, meu amigo. Plenamente.

KEN LEE

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É preciso muita cara de pau...

Hoje em dia tud got pingod ê cantor...

MAIOR CONCENTRAÇÃO DE PESOS PESADOS ALGUMA VEZ VISTA

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Este show foi uma homenagem a George Harrison, em NOV/2002, dois anos após a sua morte. No violão Martin 12 cordas, Eric Clapton; no outro, o filho de Harrison; no 1º piano Paul McCartney; no 2º Piano, Gary Brooks do Procol Harun; na 1ª bateria Ringo Star; na segunda Phill Collins do Genesis, numa das guitarras, Tom Petty dos Heartbreakers; nas demais Guitarras, Sam Browm, Jim Capaldi, guitarristas famosos de bandas da década de 60, no órgão Hammond B-3 e vocal o renomado Billy Preston (chamado '5º Beatle'), infelizmente falecido em 2007.

OS SETE SAPATOS SUJOS

Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos.

À porta da modernidade precisamos de nos descalçar.

Eu contei “Sete Sapatos Sujos” que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos.

Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:

1. - A ideia de que os culpados são sempre os outros.

2. - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.

3. - O preconceito de que quem critica é um inimigo.

4. - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.

5. - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.

6. - A passividade perante a injustiça.

7. - A ideia de que, para sermos modernos, temos que imitar os outros.

By Mia Couto

escritor moçambicano, também licenciado em Medicina e Biologia


O DIREITO AOS PUNS NAS HORAS DE EXPEDIENTE

Poder Judiciário Federal

Justiça do Trabalho

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região

ACÓRDÃO Nº: 20071112060 Nº de Pauta:385

PROCESSO TRT/SP Nº: 01290200524202009

RECURSO ORDINÁRIO - 02 VT de Cotia

RECORRENTE: Coorpu's Com Serv de Produtos Para Estet

RECORRIDO: Marcia da Silva Conceição

EMENTA

PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO.

Por princípio, a Justiça não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas podem acumular-se como precedentes curriculares negativos, pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in casu. Daí porque, a atenção dispensada à inusitada advertência que precedeu a dispensa da reclamante.

Impossível validar a aplicação de punição por flatulência no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados com outros elementos presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o organismo necessita expelir, via oral ou anal.

Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência configura conduta social a ser reprimida, por atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções sociais.

Disparos históricos têm esfumaçado as mais ilustres biografias. Verdade ou engenho literário, em "O Xangô de Baker Street" Jô Soares relata comprometedora ventosidade de D. Pedro II, prontamente assumida por Rodrigo Modesto Tavares, que por seu heroísmo veio a ser regalado pelo monarca com o pomposo título de Visconde de Ibituaçu (vento grande em tupi-guarani).

Apesar de as regras de boas maneiras e elevado convívio social pedirem um maior controle desses fogos interiores, sua propulsão só pode ser debitada aos responsáveis quando deliberadamente provocada. A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador.

Já a eliminação involutária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual. Desse modo, não se tem como presumir má-fé por parte da empregada, quanto ao ocorrido, restando insubsistente, por injusta e abusiva, a advertência pespegada, e bem assim, a justa causa que lhe sobreveio.

ACORDAM os Juízes da 4ª TURMA do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região em: por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade por suspeição de testemunha e por cerceamento de defesa, arguidas pela reclamada; no mérito, por igual votação, dar provimento parcial ao apelo da mesma, para expungir da condenação o pagamento de 11 dias de saldo de salário, por já devidamente quitado, expungir da condenação o pagamento de diferenças salariais decorrentes do acréscimo de 30% pelo desvio de função e suas integrações em horas extras, férias mais 1/3, 13º salários, aviso prévio e FGTS com 40%, tudo na forma da fundamentação que integra e complementa este dispositivo.

São Paulo, 11 de Dezembro de 2007.

RICARDO ARTUR COSTA E TRIGUEIROS

PRESIDENTE E RELATOR