sexta-feira, dezembro 26, 2008

Desordem no Tribunal

Estas são piadas retiradas do livro "Desordem no tribunal". São coisas que
as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos
taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos
realmente aconteciam à sua frente.
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Advogado: Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de Julho.
Advogado: Que ano?
Testemunha: Todos os anos.
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Advogado: Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado: E de que modo ela afecta a sua memória?
Testemunha: Eu esqueço-me das coisas.
Advogado: Esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha
esquecido?
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Advogado: Que idade tem o seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado: Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando acordou
aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Berta?'
Advogado : E por que é que se aborreceu?
Testemunha: O meu nome é Célia.
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Advogado : Diga-me, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a
pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
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Advogado : O seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade é que ele tem?
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Advogado : Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela foi
tirada?
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Advogado : Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que é que estava a fazer nesse dia?
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Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado : E quantas eram meninas?
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
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Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
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Advogado : Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoas
mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
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Advogado : Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua
resposta deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
Testemunha: Oral.
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Advogado : Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar o
corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão
eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?

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Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da
vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia
começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como é que o senhor pode ter a certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de
Direito em algum lugar!!!

sábado, dezembro 20, 2008

DAR O NÓ

Zé Tó é um homem de todas as mulheres e de mulher nenhuma.

Um dia, depois de um orgasmo, olhou bem fundo nos olhos da Conceição e emocionado perguntou:

-Queres dar o nó?

Ela, com os olhos molhados e sorriso parvo, acenou feliz que sim.

Então Zé Tó tirou o preservativo usado e passou-o para a mão da Conceição.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Dram Machine

(...) Nos três dias em que esteve na Praia, o músico presenciou algumas tocatinas, que, como nos confessou, deixaram-lhe escandalizado - artistas a tocarem música tradicional com dram machine. (...) in expressodasilhas online

Será Drums Machine, Caixa de Ritmos em Português?


quinta-feira, dezembro 04, 2008

sábado, novembro 29, 2008

A Arte do Charlatão

Um cavalheiro vai a uma churrasqueira e pede ao empregado que embrulhe dois frangos. Enquanto o empregado embrulha os frangos, repara numas belas codornizes e pergunta ao empregado se pode trocar os 2 frangos por 4 codornizes, ao que o empregado responde:
- Claro que sim.
Depois de embrulhadas as codornizes e entregues ao cliente, este vai-se embora, quando o empregado irrompe:
- Desculpe, mas o Sr. esqueceu-se de pagar as codornizes.
- Mas eu troquei-as pelos frangos! Disse o cavalheiro, "indignado" com a petulância do empregado.
- Mas também não pagou os frangos!
- Correcto, mas também não os levei ...


terça-feira, novembro 25, 2008

Opinião de um homem sobre o corpo feminino

Opinião de um homem sobre o corpo feminino


Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são rectas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquilhagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas...
Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam connosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em SPA... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.

Paulo Coelho


RELEMBRANDO:



by Ricardo Cabral

Salvemos o mundo

Veja esta animação aqui.

Fabulosa.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Como chatear a pessoa ao lado... no avião



Como chatear a pessoa ao lado... no avião - em 8 passos.

1. Tira o teu portátil da mala,

2. Abre-o lenta e calmamente,

3. Liga-o;

4. Assegura-te que o mirone vê bem o ecrã;

5. Abre a tua página favorita;

6. Fecha os olhos e vira a cabeça para o céu;

7. inspira e abre esta página

http://www.thecleverest.com/countdown.swf

8. Olha para a cara da pessoa do lado.

PS: Não nos responsabilizamos pelas consequências.

sexta-feira, novembro 07, 2008

MICHAEL JACKSON

É com muito arrependimento e mágoa no coração que venho até vocês, meus irmãos negros, dizer que se eu soubesse que um dia América ia ser governada por um negro, eu não mudava de cor.

Ass.

MICHAEL JACKSON.



quarta-feira, novembro 05, 2008

FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

ORA AQUI ESTÁ UMA BOA IDEIA

- Está?
- Está, estou a falar com o senhor Nuno?
- Sim...

- Sr. Nuno, aqui é da TMN, estamos a ligar para apresentar a promoção TMN
1.382 minutos, que oferece..
.
- Desculpe, interrompo, mas com quem estou a falar?
- O Sr está a falar com Natália Bagulho da TMN. Eu estou a ligar para...
- Natália, desculpe-me, mas para minha segurança gostaria de conferir alguns dados antes de continuar com a nossa conversa, pode ser?
- ...Sssssim, pode..
.
- A Natália trabalha em que área da TMN?
- Telemarketing Pró-Activo.

- E tem número de funcionária da TMN?

- Desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não estou seguro de estar realmente a
falar com uma funcionária da TMN.
- Mas eu posso garantir...

- Além disso, sempre que tento falar com a TMN sou obrigado a fornecer
os meus dados a uma data de interlocutores.
- Tudo bem, a minha matrícula é TMN-6696969-TPA.

- Só um momento enquanto verifico.

- ...??? (Dois minutos mais tarde) - Só mais um momento, por favor.

- ...??? (Cinco minutos mais) -Estou sim?

- Só mais um momento, por favor, estamos muito lentos hoje cá por casa.

- Mas, senhor... (Um minuto depois)
.
- Pronto, Natália, obrigado por ter aguardado. Qual é mesmo o assunto?

- Aqui é da TMN, estamos a ligar para oferecer a promoção TMN 1382
minutos, pela qual o Sr. Fala 1.300 minutos e ganha 82 minutos de bónus, além de poder enviar 372 SMS totalmente grátis. O senhor estaria interessado, Sr. Nuno?
- Natália, vou ter que transferir a sua ligação para a minha mulher
porque é ela quem decide sobre alteração de planos de telemóveis. Por favor, não desligue, pois a sua chamada é muito importante para mim...
(Pouso o telemóvel em frente ao leitor de CD's, coloco a música 'Quero
cheirar teu bacalhau' a tocar em repeat mode e vou beber um cafézinho...)

Válido não só para a TMN: pode experimentar com a TV CABO, Clix, PT, Cabovisão, etc...



domingo, novembro 02, 2008

segunda-feira, outubro 13, 2008

Adeus Jaime

Jaime do Rosário, Jaime dos Tubarões, meu colega e amigo,

Soube hoje que nos abandonaste. Fiquei triste.

Falar de ti é lembrar-me das gravações feitas pelo Renato, senhor meu Pai, na nossa casa na Praínha e posteriormente na nossa casa no Ténis, na companhia do Ildo, do Sr Pipita, do Zeca Couto, do Brás, cujas bobines ainda se encontram em meu poder.

Falar do Jaime é lembrar-me imediatamente de uma coisa: do solo da guitarra na introdução do tema Alto Cutelo no disco dos Tubarões, solo esse que ainda faço com muito prazer, quando me é dada a introdução deste mesmo tema.

Descansa em paz amigo.


sexta-feira, outubro 10, 2008

WORKSHOP EM CABO VERDE

Um workshop sobre Tecnologias da Música irá acontecer na próxima terça-feira, 14 de Outubro, com início às 18h30, no auditório da Reitoria da Uni-CV.

Em S. Vicente, será no dia seguinte, 15, às 17h no Centro Cultural do Mindelo.

O animador será Humberto Ramos, pianista, produtor e arranjador, com larga experiência no meio musical.

quinta-feira, outubro 02, 2008

CRÓNICA DE MÁRIO PRATA

A principal diferença entre a revista Playboy americana e a Playboy brasileira é a língua? Errado. É a bunda.

Na americana, temos seios, úberes, verdadeiras tetas que mal cabem nas páginas duplas. Na nossa, temos bundas. Bundinhas de penugem loira, bundinhas de contorno marrom, até bundinhas cor de rosa.

Americano não gosta de bunda? Eu diria que americano não conhece a bunda. Aliás, no mundo inteiro, não existem bumbuns como os nossos, ou melhor, como as nossas. A bunda é um produto interno e bruto tipicamente brasileiro. Às vezes, a revista americana faz edições especiais sobre seios. Aqui, fazemos verdadeiros compêndios sobre (e sob) bundinhas. Narcisamente, o brasileiro adora a própria bunda.

Mas de onde veio a nossa bunda? Não das alvas portuguesas, muito menos das esparramadas italianas e, menos ainda, das desbundadas japonesas. Muito menos das amassadas índias. Sempre me intrigou esta tanajúrica pergunta. Quem arrebitou com pincel de ouro, com formão de prata, a bundinha brasileira?

Tinha essa dúvida até conhecer Cabo Verde, um país de dez vulcânicas ilhas na costa oeste da África. Foi lá que tudo começou.

O país tem, atualmente, mais ou menos, 300 mil bundas ambulantemente espalhadas pelo arquipélago. Bundas livres de Portugal desde 1975. E a bunda brasileira, antes de chegar aqui, passou por lá, vindo do continente africano. Ou seja, foi lá que inventaram a fórmula, o contorno quase lúdico, o molde mais que esteticamente perfeito. A bunda politicamente correta. Tenho certeza dessa afirmação e vou tentar provar.

Foi em Cabo Verde que surgiram as primeiras mulatas. Apesar da palavra mulata ter origem espanhola, o conteúdo foi uma criação dos ingleses, holandeses, e dos franceses que por lá passavam desde o começo do século XVI com seus navios negreiros trazendo escravos para o Brasil. Lá era o point no meio do Atlântico. E lá os brancos deixaram o sêmen (do latim semen, que significa semente) para a fabricação das mulatas com suas respectivas bundas. Gostavam tanto das cabo-verdianas que Sir Francis Drake, pirata-mór daqueles tempos, chegou até a saquear o país em 1590 a mando da tal Companhia das Índias Ocidentais. O saque durou sete anos e milhares e milhares de sementes foram im(plantadas). Tinham sacado a bunda.

Esta mistura deu a cor actual das nativas. Não são negras como as vizinhas senegalesas, são marrons. Ou castanhas, como preferem elas. E lindas. As cabo-verdianas são lindas. Uma espécie de Sônia Braga bem queimada. Olhos claros como dos piratas bisavós. Uma porção de Patrícia França.

Fica difícil descrever a bunda das mulheres de Cabo Verde. Tem que ver para crer. São Tomé não acreditaria em seus próprios olhos. Mas olhando uma delas passar, você percebe que ela está no doce balanço a caminho do mar (do Brasil).

Um dia estava com um amigo português, o cineasta Paulo de Souza, especialista em cinema africano, numa praça de Mindelo, a capital intelectual do país e das bundas (a capital do país chama-se Praia, pode?). Eis que passa na nossa frente uma bunda vestida com uma minissaia verde, justa. Justíssima. Não tivemos dúvida. Seguimos a bunda por vários quarteirões, em homenageante silêncio, até que ela entrou numa casa e nós voltamos para a praça sem a necessidade de dizermos nenhuma palavra um para o outro. Era uma obra-prima da natureza aquela menina. De noite, lá pelas duas da manhã, estou eu no meu hotel a dormir e batem na porta. Era o Paulo que havia ido a uma boate. Estava trêmulo, suado:

- Vem, vem, lembra daquela bunda?

- Estava sonhando com ela.

- Veste, veste! Ela está na boate. A bunda está dançando na boate!

E lá fomos nós dois para a boate. Não só a 'nossa' bunda de verde (agora num fulgurante amarelo) dançava, mas uma infinidade delas. Que espectáculo.

Só que, no princípio era o verbo e não a carne e, naquele tempo, na época do tráfico dos escravos, quando surgia a bunda no meio do Atlântico, qual ilha vulcânica, a bunda ainda não se chamava bunda. Como aliás, até hoje em Portugal não se chama. Bunda só no Brasil. Em Portugal a bunda é um cu.

Mas foi na mesma África que fomos buscar a sonoríssima e mais do que adequada palavra bunda. Diz a lenda que a origem seria das danças dos africanos. Ficavam as mulheres dançando no meio e o crioléu em volta batendo tambor e fazendo som com a boca: bun-da!, bun-da! Mas isso é lenda. Na verdade, a palavra veio da língua quimbundo (kimbundu), da palavra bunda (mbunda, tubundas, elebunda?), lá para os lados de Angola, local onde viviam os bantos, raça negra sul-africana à qual pertenciam, entre outros, os negros escravos chamados no Brasil angolas, cabindas, benguelas, congos, moçambiques.

Nós, brasileiros e cabo-verdianos, nascemos com a bunda virada para a lua.

segunda-feira, setembro 29, 2008

CARTA DE RECOMENDAÇÃO


Mindelo, aos 13 de Setembro de 2008

Papá!!!

A partir do momento que leres estas linhas, vou entregar-te o nosso filho Yannick, para que cuides muito bem dele nos próximos cinco anos da sua nova vida.

Espero e faço votos que esta nova etapa da vida dele decorra da melhor forma possível e que ele consiga realizar os seus sonhos.

Entrego-to de coração partido mas com a consciência tranquila de ter cumprido com a minha obrigação de mãe, em tê-lo educado, formado e amado na medida das minhas possibilidades. Consegui, apesar de todas as adversidades que tenho tido na vida, dar-lhe parte do sonho dele, que foi atingir o 12º Ano de Escolaridade.

Agora o Nicky vai continuar o seu sonho e dar saltos mais altos.

Sei que a partir de agora as cosias vão ficar um bocadinho mais complicadas, mas tenho fé em Deus que venceremos esta nova batalha.


Ass.: Mãe


Na foto, o Yannick no seu verdadeiro momento de inscrição na Universidade.

SOLUÇÃO POUCO INTELIGENTE

9 e 20 da manhã. Depois de 1h e 35 minutos de espera na tentativa de organizar uma fila civilizada para tomar a senha de atendimento, eis que abre-se a porta da nova secção da Embaixada destinada aos estudantes (com 20 minutos de atraso) e a enxurrada humana entrou para o minúsculo espaço dessa secção.


A funcionária que tinha o rolo das senhas na mão (deduzo que a máquina estivesse avariada) começou por dar os números mas depois sai-se com a brilhante ideia de deixar esse mesmo rolo nas mãos das pessoas que se acotovelavam para obter um número.

O resto podem imaginar...


sábado, agosto 16, 2008

OLHA A SURPRESA!!!



Chegando a casa, liguei maquinalmente o computador e o setup que tenho programado levou-me à página do sapo.cv.

Saltou-me à vista uma notícia onde a páginas tantas li "mas não se regista grande entusiasmo dos sanvicentinos em relação aos artistas convidados, talvez por muitos serem repetentes" (sic), isto em relação ao Festival da Baía das Gatas, edição de 2008.

Olha a surpresa!!!

O Festival da Baía das Gatas há muito se tornou uma gestão de interesses, dos artistas desta ou daquela empresa, dos que se insinuam nos meses anteriores no intuito de tentar convencer os organizadores de que é "de bom tom" incluirem este ou aquele artista e dos que "por favor" vão pedir à Câmara e aos responsáveis que os incluam na programação do ano em questão.

E estão os sanvicentinos com pouco entusiasmo, provavelmente por serem muitos dos artistas repetentes? Não me admiro.

Os Festivais caboverdianos há muito deixaram de ser uma festa popular.

Lembro-me do ano da graça de 1985, quando participei na 2ª edição do Baía das Gatas, festival esse desprovido de interesses, onde só contava o "passá sabe" e um fim-de-semana diferente, numa de fugir à programação enfadonha da TVEC (parece que neste aspecto as coisas não mudaram muito...)

Mas depois do Baía se ter tornado num "Festival Internacional" (ó que ma caboverdian já ê basof na mund), as coisas mudaram de figura.

Não sei porquê, mas neste momento passaram-me pela cabeça os meus amigos Djinho Barbosa, Quim di Pepita, Bau, Voginha, Dudu Araújo e outros que tais, enfim, malta que desde o início (e muito antes de Baías e outros afins) fazíamos as coisas pelo amor à camisola.

Lembrei-me deles e pensei que, se pudesse, havia de propor a estes amigos "vamos fazer uma serenata no fim-de-semana de lua cheia do mês de Agosto"...


sexta-feira, agosto 01, 2008

NOTAS DE UM TURISTA DE PASSAGEM PELA PRAIA NO ANO DA GRAÇA DE 2003


Eu gostar muito de Cabo Verde, gente muito dinâmica. Chegada aeroporto de capital tem muito actividade cultural, taxistas discutir muito alto, fingir brigar e dar soco para ver quem levar para hotel. Bagageiro só ajudar branco, juntar quatro na um, somente para colocar na táxi e cada cobrar pouco dinheiro.


Milior viajar com dois conjunto roupa vestido e não esquecer canivete de Suíça, por vezes bagagi só chega na hora de voltar casa. Remédios, óculos, escova de dentes, agenda, telemóvel, máquina fotografia, calcinha, truz, bom sandálias, repelente de mosquito, computador, meia, toalhas, equipamento de mergulho, saco-dormir, tenda, pranchas de surf, etc. que fazem falta no tudo dia de uma curta estadia devem ficar como bagagem de mão. Esta situação ser muito divertido e ser grande experiência e grande oferta turística às ilhas paradisíacas do atlântico: Venham, venham às ilhas das aventuras sem controlo...


Praia tem mau estrada mas bonitos carros. Sempre limpo, muito lavar na rua. Existir carro estado, carro emigrante, carro cooperante carro padaria e carro normal, tudo custar muito caro, provar que Cabo Verde não tem pitroli mas tem muito dinheiro e esquemas. Gente pobre sem casa nem comida não reclamar, confortado, gostar ver gente importante e rico feliz a brincar com big jeep, moto de água, barco e colecção de casa.


Centro histórico de capital pouco ano mais virar chinatown ou china-trade-center. Muito negócio chinês desenvolver ali com bom comércio. Chinês vender produto cabale mas sempre balato, por isso cliente não queixar quando gerente de loja chintar e por pé riba balcão, comer frente tudo mundo, compor peixe na passeio, desconfiar de tudo gente que compra e sanhar neles.


Programa de bar ser muito variado em Cabo Verde. Anda cada vinte metro encontrar um. Possuir grande colecção de bar como bar-quiosque, bar-explanada, bar-ristorante, bar-escola, bar-jardim, bar-desporto, bar-hotel, bar-bar, bar-rulote, bar-bidon, bar-ambulante, bar-infantil, bar-liceu, bar-despertador, bar-disco, bar-confusao, bar-vizinho, bar-boite, bar-pub, bar-cantina, bar-escritorio, bar-becue, bar-praia, bar-praça, bar-ulho, etc. Tudo junto dividido em três grande categoria: 1-com casa de banho sem água; 2- sem casa de banho com água e; 3- sem casa de banho nem água. Todos com hora de abrir e sem hora de fechar, vontade de cliente manda sempre.


Café-bar sempre cheio de funcionários de Estado na hora de expediente. Eles falar necessário discontrair porque muito trabalho mas pouco dinheiro. Igualmente bom organização para beber café, quem mais ganhar, mais tempo lá ficar. Somente contínuo, serventa, chofer e guarda ficar na escritório porque possível ser necessário resolver problema urgente e importante e aguentar a barra.


Cabo Verde é rei-di-sabi como falar os nativos. Quando caminhar isolado, possível encontrar ladrão que não mata, só maltrata. Quebrar apenas cabeça e corta mão para levar pequena mochila com documento, câmara digital e pouco dinheiro. Ladrão muito experto, policia nunca conhecer, gostar usar grande paralelo e pequeno camuga.


Na estrada genti sempre sorridente gritar: boleeeeia, boleeeeia..... Nós contente responder Hellooo!!! e cumprimentar com mão e eles responder: bamocabumaaaai. Possível isso significar boa viagem na língua crioula moderna, eu não encontrar nada na dicionário.


Bom hospital, igual antigamente para preservação da tradição. Muito paciente-doente mas pouco doutor-paciente. Telefone urgência não funcionar, expecial para doente andar banco de boleia ou de Hiace. Ambulância bom só para levar Dr casa para jantar antes de novela.


Animação ser a toda a hora, na rua, na praça, dentro restaurante, na praia, etc. Não possível andar, nadar, comer, bronzear ou dormir sem ajuda de simpáticos vendedores, sempre a oferecer negócio. Possível comprar rolex, rayban, marfim, navalha pontimola, spray-gas, pistola 6.35, corta-unhas, padjinha, bracelete, AX, gajas, totó, brinco, gajos, crack e mentolato.


Democracia muito bom funcionar em Cabo Verde. Bandido ter igual direito que tudo mundo, sofre acidente de trabalho, vai televisão demonstrar descontentamento. Quando fugir di cadeia nunca mostrar foto na jornal ou tv, tem sempre facilidade na rua, banco, esquadra, tribunal, parlamento e governo. Quando mata genti, jornal somente mostrar foto de morto, não possível conhecer quem fez crime. Direitos humanos sempre garantido para coitado de criminoso. Bom cidadão não necessário protecção de lei, deus tomar conta.


Aqui não possível andar sem camisa, mesmo na cidade perto mar e com muito calor, mas possível tirar mangueira urinaria e chichir em qualquer lado: rua, praça, escola, campo jogo e parede de casa. Para pupur de dia andar rápido para dentro de pardieiro, trás de casa ou cobon mais perto, de noite possível debaixo de qualquer poste de luz apagado, ca tem problema.


Mercado e ruas muito bonito, muito cor, muito vida, muito barulho e muito lixo. Sociedade tem bom organização para lixo. Sempre Fazer selecção para reciclagem. Pedra, caixote, pineu vai para dentro de contentor e depois para lixeira. Fraldas de criança e penso de mulher, catchorr brinca com ele na rua. Saco plástico e garrafa de água vai na vento para decorar becos e ladeiras. Cabras e vacas urbanas comer tudo papel. Garrafas di cerveja quebra na calcetada para cortar pés e depois misturar com terra outra vez. Genti pobre cata resto di comida para pork, mais coitado ainda e doido comer para não morrer di fomi... portanto nada perde, igual Europa. Possível um pouco melhor porque resto andar lume e ser transformado em fumo que vai ajudar grande países poluir atmosfera.


Policia fazer muito bom trabalho na trânsito. Mandar parar sempre mulheres ou genti qui parecer dreto. Não perde tempo em parar vassalados qui não paga multa ou qui arranja confusão.

Não é pirmitido andar sem seguro de carro, mas no problems si travão não existe, si piscapisca não funciona, si matricula caiu ou si pineu está careca. Igualmente não problema quando material construção dentro de estrada e caboco estar ali sem sinal.

Condutor parar meio estrada para longa conversa, gente muito educada esperar na bicha com paciência para não interromper. Andar sem cinto di segurança pagar multa di dez conto, com excepção de quem viajar na carroçaria a fingir di carga.

Policia igualmente rigorosa com conversa na telemóvel quando guiar carro, mas si pegar garrafa di cerveja ou torresma, eles falar catemproblema, país pobre, pecador necessário gozar també.


Quando voltar meu terra, eu falar toda gente que Cabo Verde ser sabi, um paraíso estranho onde necessário muito dinheiro e paciência, bom compreender cultura e tradição, non tirar gente foto sem pagar, melhor também não virar doente ou dar pancada.

Muitas vezes gente falar na rua 'branco! bai bo terra', eu compreender isso significar 'welcome' ou 'nice to meet you' ou 'thank you for your help'... outra vez eu nada encontrar na dicionário.


Emmanöel Karl D'Oliveiren
(in :www.paralelo14.com)

Praia, Maio 2003

Quixeramobim

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TAMANHO NUNCA FOI DOCUMENTO

Está aqui a prova...


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JÁ NÃO HÁ LOBOS COMO ANTIGAMENTE...

terça-feira, julho 08, 2008

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O VOO DO MOSCARDO - EXCELENTE VOCALIZAÇÃO

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A ZONA ANAL PENEIRADA DO MÚSICO - Parte II

DEDO Nº 18 (um dedo escrito pelo meu amigo Zé Afonso)

(...) - ...e quando passamos recibo de uma "coisa" ainda por receber?
- ...é que se não passarmos esse mesmo recibo, sem receber, corremos o risco de não receber de todo o que já é nosso por direito!
É um pouco confuso, mas parece que dá para entender, não?
A verdade é que essa "coisa" que deveria estar na nossa "coisa" a render alguma "coisa", vai ficando na "coisa" do Boss (?), a "frutificar" para ele. (...)

DEDO Nº 19 (ainda o meu amigo Zé Afonso)

(...) - ...e quando os dedos vêm dos nossos colegas que "furam" contratos negociados por outros, cobrando metade ou menos ainda, plenamente conscientes do "furanço"?
Por uma - ou única - razão lógica, são e serão sempre a última escolha! (...)

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domingo, julho 06, 2008

A ZONA ANAL PENEIRADA DO MÚSICO



OBS: MATÉRIA PARA ADULTOS



A vida de um músico/artista (especialmente caboverdiano) é toda ela feita de injustiças, desrespeito e de situações dúbias, de "da pa doido", enfim, cheia de dedos enfiados naquele sítio. Daí esse mesmo sítio ser esburacado tal qual uma peneira...

Apresento-vos então a série de dedos que nos são enfiados, cuja dor atinge-nos a alma.

DEDO Nº 1

O contratante é que põe o preço no trabalho do contratado. Infelizmente nós nunca conseguimos cobrar o preço que achamos justo pelo nosso trabalho.

DEDO Nº 2

O músico/artista recebe o mesmo cachet que recebia há quinze anos atrás. O contratante "não pode pagar mais porque as coisas estão difíceis, a inflação, a subida do petróleo, o custo de vida..." E nós? Não sofremos também com isso?

DEDO Nº 3

O contratante acha que o contratado pode fazer 300km de carrinha, dar o seu melhor num concerto e regressar a casa pelos mesmos 300km (tudo no mesmo dia).

DEDO Nº4

O contratante acha normal (perfeitamente normal) o contratado fazer 1000km numa carrinha desconfortável, com ar condicionado deficiente e a porta da bagageira a abrir-se várias vezes ao longo da viagem, correndo o risco de cuspir os instrumentos, sacos, mochilas pela auto-estrada fora, isto em pleno verão.

DEDO Nº 5

O contratante diz "faz-se bem, eu mesmo já o fiz..." os mesmos 1000km de regresso dois dias depois, com as mesmas condições do dedo anterior...

DEDO Nº 6

O contratante nem pensa quando decide que o músico/artista vai almoçar na viagem e depois só volta a comer 10 horas depois.

DEDO Nº 7

E quando o músico/artista chama a atenção para o dedo anterior, o contratante diz "Não te preocupes, isso vai ser resolvido." E o que se constata é que não o foi...

DEDO Nº 8

É absolutamente normal assumir um compromisso com um músico para um concerto num sábado à noite e hora e meia antes desse compromisso, desmarcar tudo com um simples telefonema.

DEDO Nº 9

A RTP (e demais canais de TV) acham normal deixar o músico/artista um mês e meio à espera de um mísero cachet de 50€ por uma apresentação nos seus canais, o que leva uma manhã ou tarde inteiras...

DEDO Nº 10

Os organizadores dos eventos acham normal mandar pessoal principiante para assumir as responsabilidades da Técnica de Som num concerto. E ficam ofendidos quando os acusamos da responsabilidade do festival de feed-backs havido durante o concerto.

DEDO Nº 11

O contratante acha que não nos importamos em dividir as instalações dos hotéis onde ficamos com um colega nosso. É absolutamente normal, aos 44 anos de idade, ter que despir-me, tomar banho, secar-me e voltar a vestir, dormir, ser incomodado pelo ressonar do colega, ver canais de tv que não interessam... Isto tudo acompanhado por um colega do grupo. Absolutamente normal.

DEDO Nº 12

Contratarem-nos para dois concertos de 60 minutos em Paris para quando lá chegarmos serem quatro pelo mesmo preço, também deve ser normal, penso eu...

(mais aqui)

DEDO Nº13

Bem como sair do avião directo para a sala de concertos e regressar ao avião logo após o concerto, também deve ser normal, acho eu... É chique de doer...

DEDO Nº 14

Chamarem-nos para um concerto na Praça do Comércio organizado pela Presidência da CPLP, porem-nos à seca para depois dizerem que "por causa da ameaça da chuva" não vai haver mais concerto, sem mais explicações nem sequer alguma remuneração pelo tempo perdido ou desfeita, deve ser prova de um grande respeito pela nossa classe...

DEDO Nº 15

Ter um trabalho marcado numa discoteca, chegar lá e encontrar a porta fechada e ficar sem explicação, concerto ou "guito" deve ser algo muito in...

DEDO Nº 16

O dedo angolano: vá por aqui

DEDO Nº 17

O dedinho chique Luxemburguês: por aqui

E mais dedos virão... Assim que me lembrar de mais, apresentarei.

Se algum colega quiser acrescentar mais uns dedinhos que tenha sofrido naquele sítio, faça o favor... Terei muito gosto em publicar neste blog.

to be continued


terça-feira, junho 10, 2008

A MIM NÃO ME DÁ JEITO...


Local: Banco BPI;
Balcão: Carnaxide;
Hora: 14:15;
Funcionário: Um jovem desconfortavelmente enfiado num fato castanho "aburrado", com cara de quem (não) entende o que faz, tentando uma voz grossa de macho que não tinha;
Fila: Apenas uma pessoa atrás de mim;

Após ter feito as operações a que me tinha proposto fazer, lembrei-me de uma nota de 50€ que tinha na carteira e então quis aproveitar o momento para a trocar.

"Olhe, já agora trocava-me esta nota em miúdos por favor?"

Qual o meu espanto levei com esta resposta:

"Agora não me dava jeito nenhum nenhum nenhum..."

Ainda comentei entre dentes, sem contar com resposta: "Se não posso trocar num banco , onde mais poderei trocar?"

Para total desabamento da minha credulidade, ouvi a resposta...

"Experimente aqui ao lado no Pingo Doce, pode ser que lhe troquem... A mim é que não dá jeito nenhum nenhum nenhum..."


E esta, hein?!



quarta-feira, junho 04, 2008



Cheguei tarde a casa. E até por causa dos compromissos do dia de amanhã, já devia estar na cama. Mas passei uma vista de olhos sobre a imprensa caboverdiana online numa de ver se encontrava reacções ao concerto da Nancy na Praia no passao dia 30 de Maio.

A verdade é que, da pouca coisa que encontrei, deu para verificar umas pequenas anomalias as quais pretendo aqui mostrar e dar a minha opinião.

Por exemplo:

(...) "integrada por vários músicos como Paló, Jú Cabral, Moisés e Abel Batista" (...) in Expresso das Ilhas Online.

Ora vejamos: a banda da Nancy Vieira não é composta por vários músicos entre os quais Paló, Jú Cabral, Moisés e Abel Batista. A banda da Nancy Vieira é composta unicamente pelos músicos Paló, Jú Cabral, Moisés e Abel Batista.

Para quando maior seriedade nestas coisas da pena e da folha de papel? Não é só escrever. Há a responsabilidade de publicar e informar.

Just in case, publico aqui o comentário que deixei nessa notícia, uma vez que não tenho muita sorte com as opiniões que costumo deixar em artigos de jornais online caboverdianos.

«(...) "integrada por vários músicos como Paló, Jú Cabral, Moisés e Abel Batista (...)"

Vários músicos tais como os (únicos) quatro que fazem parte da banda da Nancy...

Tenham atenção ao que escrevem, meus caros. A importância do que o jornalista escreve é extrema, caso contrário pode induzir a erros, más interpretações, falsas notícias, ou seja, mentiras."»


Outro exemplo:

(...) Lus é o terceiro álbum acústico da cantora que faz um encontro entre as raízes da música cabo-verdiana e uma universalidade musical. Contém 12 faixas musicais, de entre elas, o “vivé Sabin”, que foi a primeira música cantada pela Nancy Vieira.(...) in Liberal Online .

Terceiro álbum acústico? Têem a certeza? Parece-me que os dois primeiros têem muito pouca filosofia acústica gravada, mas enfim, são opiniões.

A faixa "Vivê Sabin" foi a primeira música que a Nancy cantou? A mim, o que ela me disse (e tem-no dito publicamente) é que foi a primeira composição de sua autoria que ela teve a coragem de publicar num disco.


Ainda no mesmo jornal e na mesma notícia:

(...)Sobre projectos futuros, disse Nancy Vieira ter ainda muito que fazer com este disco. “Neste momento, vou dedicar-me aos consertos e mostrar o meu disco para o mundo”, afirmou.(...)

Consertos? De quê? Tubos de escape dos automóveis, ou cabeças de motor rachadas?

Tenham cuidado, meus senhores... Não é só escrever. Há a responsabilidade de publicar e informar.

Tenham cuidado.

E já chega de (maus) exemplos.

sexta-feira, maio 23, 2008

Sr Condutor

Um testezinho para a verificação dos seus níveis de conhecimento do Código da Estrada, procedimentos e atitudes a ter a bordo do seu carro.

Aqui.

segunda-feira, maio 19, 2008

HOMENAGEM A GEORGE HARRISON (#2)

video

Este show foi uma homenagem a George Harrison, em NOV/2002, dois anos após a sua morte. Artistas presentes: Eric Clapton, Paul McCartney, Gary Brooks do Procol Harun, Ringo Star, Phill Collins do Genesis, Tom Petty dos Heartbreakers, Sam Browm, Jim Capaldi,
Billy Preston entre outros.

(ver #1)

MORTE MATADA OU MORTE MORRIDA?

O meu amigo Jú mandou-me um email que se intitulava "O último suspiro do Mosteru", cujas fotos publico aqui.
Entretanto, quem quiser ler o que se publicou sobre isso, faça pesquisa na internet, pois muita coisa já foi publicada.











quinta-feira, maio 15, 2008

PORTUGUÊS CROMÁTICO

Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come
por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.

Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'

Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.

Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair
no cimento.

Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!

Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Destrocer
Acto de virar o volante na direcção que o arrumador indica, 1 segundo
antes de bater com o pneu no passeio ou com o pára-choques no carro de
trás.

Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer
nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer
frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.

Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.

Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.

Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele
falou, TU FALASTES..

Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial.
Casa que não fractura... não predura.

Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu
há-des cá vir um dia...'

Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu
inclusiver acho esta palavra muita gira.
Também existe a variante "Inclusivel".


A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à
língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?

Nha
Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA.
Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma
poupança extraordinária.

Númaro
Também com a vertente "númbaro". Já está na Assembleia da República
uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a
qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!

Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Páplocha
Famoso creme português utilizado pelas mulheres. Os Ingleses também
têm uma versão à qual chamaram "Pink Lotion".

Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.:
'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.

Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.

Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um
'prontus'! Fica sempre bem.

Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos pseudo-intelectuais...
Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.

Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de
automóveis.
O "stander" é um dos grandes clássicos do português "cromático"...
Existe também na versão Instituição Financeira (Banco "Stander").

Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua
portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada,
pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo.
É assim... tipo, tás a ver?

Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

Tromachê
Famosa cadeia de supermercados de origem francesa.

Tufone
Também conhecido por "Tefone", num cromático mais fino. Aparelho que
serve para "tefonar", como é óbvio. Actualmente em desuso com o
advento do "Télélé".

Ouvisto
Misto de ouvir e ver em simultâneo, coisa só possível na Língua Portuguesa.