Ao Gabinete de Apoio à Crise.




Excelentíssimos Senhores

A propósito da Gala Solidariedade sem Fronteiras, realizada a 3 de Março passado, cujo cartaz é apresentado como vossa foto de capa desta página, vimos por este meio dar a conhecer o seguinte:

Aquando dos contactos iniciais, foi-nos pedida a máxima colaboração possível. Foi-nos pedida a maior compreensão possível, foi-nos pedido que mergulhássemos o mais profundamente possível no espírito de solidariedade e ajuda, razões nobres de mais alto nível que alicerçavam a realização da desta Gala.

E assim fizemos. Dentro dessa filosofia, aceitámos a responsabilidade de organizar a nível musical, o espectáculo pretendido.

Desde muito cedo ficou bem claro que os responsáveis pela organização deste evento pouco ou nada percebiam disso mesmo, pois a desordem, a falta de conhecimento, enfim, a desorganização foram gritantes, ao longo de todo este processo.

Os músicos e cantores convidados a participar, foram literalmente mal tratados, a ponto de não haver sequer um garrafa de água nos camarins. O catering obrigatório, passou de zero a um mísero pires com uns pastéis de milho, após inúmeras reclamações e quando já o evento se encontrava na recta final.

A falta de respeito pelos responsáveis dos diversos sectores do evento foi algo que muito cedo se notou. O passar por cima, o ignorar decisões, o fazer valer a sua posição, foi também algo que notámos assim que chegámos ao Cinema S. Jorge.

Não obstante, cumprimos com as nossas obrigações e na parte que nos toca directamente e à banda musical dirigida por nós, não há um único dedo a apontar.

Volvidos já mais de 30 dias desde o início deste processo, infelizmente continuamos a notar a mesma falta de respeito por nós, pelos nossos colegas de trabalho, pela nossa profissão e pelo trabalho efectuado.

É de bradar aos céus a forma desrespeitosa como temos vindo a ser tratados no que toca ao recebimento das remunerações a que temos direito. Fazer-nos passar por lerdos e atrasados mentais é seguramente a forma mais vil e dolosa que este Gabinete pode ter escolhido como forma de actuação.

Telefonemas rejeitados, desculpas de mau pagador, tentativas de nos passar atestados de burrice têm sido o pão nosso de cada dia e, dado que pelos meios normais não nos tem sido possível, decidimos utilizar outros meios, quiçá, pouco ortodoxos, envolvendo, inclusive, o Sindicato dos Músicos, como forma de pôr fim a toda esta novela de muito má qualidade.

E para que conste, estão igualmente envolvidos e a partir desta data, advogados que irão seguramente tratar desta questão.

Lisboa, aos 31 de Março de 2014

Paulo de Figueiredo
Músico/Produtor Musical
Director Musical da Gala Solidariedade Sem Fronteiras

Para que tomem conhecimento:

Kalu Ferreira
Ivan Gomes
Nir Paris
Antonio Barbosa
João Bengala
Ana Firmino
José Afonso


In: https://www.facebook.com/gabinetedeapoio.crise

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